// Friday, April 24, 2009
A outra volta do parafuso de Dickinson
Poxa, tá rolando um dilema: queria escrever como antes, queria não enfiar mil "eu"s por aqui (ainda não acostumei com esse egocêntrismo da primeira pessoa), até, quem sabe, fico com vontade de transpor alguma coisa escrita mais a sério pra cá.
Como boa ranzinza, consigo achar obstáculos a tudo isso. Tenho medo de estar perdendo a mão. E nem é por uma boa razão, nem estou compensando em outro aspecto, eu acho.
Um canto meu fica repetindo que um cafuné tem virtudes reconstrutivas, que toda essa - essa - hesitação, digamos, é totalmente diluída em leite quente com canela.
Considerações parciais do semestre: é sempre suspeito quando o horóscopo acerta demais. Nas partes ruins, claro.
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// Saturday, March 21, 2009
Um enigma
- Na verdade, eu nunca entendi muito bem o que a De Beauvoir tava fazendo com o Sartre, ela é tão mais esperta.
- É, eu também não. Parece que eles nem trepavam, sabia?
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// Friday, March 13, 2009
Debaixo do teto vermelho
"Louis de Bonneville me apareceu como um sôfrego e da segunda vez que nos vimos desatou a contar de deus e do que ele achava das coisas e de como suas perguntas eram consideradas hostis; em meio a tudo aquilo (um grande discurso com um toque sinfônico na sua entoação) farejei um aspecto quase confessional e desesperado.
Naquela noite não era possível espírito altruísta algum; não me enterneci como pensei que fosse me enternecer. Por mais que a situação me interessasse, no fundo considerava que todas aquelas opiniões deviam ser dirigidas a deus, e não compartilhadas comigo. De Bonneville era, contudo, um cara esperto, e compreendera num átimo o princípio do Olimpo. Talvez ele fosse seu próprio Olimpo e já discutisse todos os seus problemas metafísicos, enquanto eu aspirava a ser uma coluna jônica ou algo assim.
Me afeiçoei à sua expressão de javali, ao seu ar meio bronco, e sinceramente não sei onde ficava deus quando caíamos na cama.
Minha sensibilidade provavelmente andava destreinada ou grosseira naqueles dias, pois apreciava mais a presença terrena daquele aspirante a transcendente do que qualquer proposta de iluminação.
Não, julgo-me severamente em demasia: não poderia deixar de espiar estes quesitos quase sobrenaturais, ou melhor, sobre-humanos. (É mesmo um tanto arrogante limitar, ou mesmo equivaler, o natural ao humano) A Iluminação me aparecia como semblante a uma Euforia. Corresponderia à idéia (segundo uns, muito difundida) de um Algo a ser reconhecido quando acontecesse, e que, conseqüentemente, não exigiria ou admitiria sinal, guia, estímulo algum. Seria praticamente algo auto-suficiente - um ápice, um ponto de inflexão-mor.
Não saberia, no entanto, dizer qual o papel de Louis nestas entranhadas conjecturas, se nunca saímos de fato de uma noite alta com misturas dilatadoras, ou se, de outro modo, Louis foi um Acontecimento (uma fração de Acontecimento).
Seu corpo desengonçado mantinha alguns manejos infantis e era cômico perceber pulsações intensas (dúvidas quase vomitivas) em um corpo um tanto pueril. Seu refinamento era todo interno, cumulando numa entrega quase áspera em algumas circunstâncias.
Quando via de Bonneville, esquecia de suas indagações sobre deus - para lembrar depois nas situações mais pitorescas. Isto provavelmente é fato recorrente em grande parte dos assuntos - de modo que, assim como nunca senti frio nos braços de Bonneville, também nunca abandonei efetivamente um sorriso ao relembrar suas conjecturas. Ele, ao meu ver, deveria viajar e rolar por entre flores de cerejeira caídas no chão. Ele poderia computar todos os seus princípios e medos e cochichos e transformar em afagos e cafunés. (Provavelmente fumou dois terços de suas convicções, altivo, impaciente, sem discernimento, subitamente harmonioso)
Suas angústias remontavam à flor da pele em extremo - até suas pétalas chamuscarem. (Digo isto dele em especial, mas era um acontecimento muito comum. Praticamente a totalidade de nós era neurastênica na época e a considerava como algo incurável; não havia busca por uma mudança, mas tentativas de apaziguamento)
Não sei como explicar algo mais sobre Louis de Bonneville, além de constatar que, como em muitos casos, sua ginga controlava alguns despedaços internos e que ele se encontrava - como todos nós julgávamos nos encontrar - irremediavelmente só."
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// Friday, February 13, 2009
CANTILENA DE UMA COLCHA DE RETALHOS
Não me chamem poeta
Que renego.
Minha alma talvez exploda, mas não sangra no papel;
Não sei preferir o espontâneo genuíno à sinceridade adquirida dos [automatismos, em suma:
Sou gente, e não sei uma forma bonita de anunciá-lo.
Queria citar a outros, mas há sempre um porém na fenda
Das aspas das citações – resta-me a incumbência de dizer do meu próprio modo [(que não é um).
Seria, cogito, mais fácil ser poeta.
Acontece que minha rede está atada, com nó cego, na argola do real, de um lado, e em algo que não sei bem o que é, do outro. (Isto, claro, quanto aos nós visíveis. Os invisíveis nem sei quantos são).
E eu balanço.
De tanto balançar, poderia me apresentar como pêndulo.
Não sei no que acredito – talvez o segredo do mundo esteja na (seja a) polpa de uma lichia.
Digo isso, mas também não sei se acredito em segredos, ou, se o segredo é do mundo, então cada um o carrega (inteiro ou em parte) consigo.
Seria, cogito, mais fácil ser uma lichia.
Na ausência dessa possibilidade, como-as – às vezes satisfazem mais do que comer poetas.
No entanto
No entanto!
Me resta o suspiro por entre as cascas vazias,
Suspiro que preenche, mas não as reata.
E eu que nem sei como as minhas moléculas me compõem. (E nem consigo uma hipótese plausível no calor: não tenho imaginação. Não invento nem transcrevo; acho que suo).
Quem dera ser um cúmulo-nimbo (esses nunca provei).
Ta-dah
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// Sunday, February 1, 2009
Alô, fevereiro
Ultimamente tem sido mais ou menos recorrente uma sensação de fazer parte do elenco de um filme B.
E quando eu digo filme B, é aquele filme tão capenga, mas tão capenga, que o roteiro foi feito por um economista, os takes são obra de um nutricionista, por aí. As coreografias não. Pra essas contrataram um profissional.
É muito bizarro: me sinto ao mesmo tempo protagonista e platéia. E, ao me ouvir falar, gente, é cada tirada terrível. É quase um protótipo de Quem Vai Ficar Com Mary?.
Sinceramente, beira o ridículo. Dá-lhe quiprocós e coincidências. Só montando uma minissérie: My Life As a Loser. Que é pra vender os royalties e viver dessa desgraça não-ficcional-que-parece-ficcional.
Episódio padrão:
coincidências
várias cenas entre duplas (tipo Friends)
diálogos à la Dawson's Creek
três cenários
e Seu Jorge na trilha sonora.
Tá: na edição especial Carnaval a gente troca pelos samba-enredos.
Pior que eu tou com a maior boa vontade com 2009, mas isso é tão estranho. Cadê as reviravoltas? Pô, deus, dá uma olhada aí em Caminho das Índias pra dar uma inspirada!
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// Thursday, January 29, 2009
20 anos blues
quero dormir no colo da Elis Regina
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// Thursday, January 29, 2009
20 anos blues
quero dormir no colo da Elis Regina
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// Monday, January 19, 2009
O sonho dos heróis
"Mais tarde disse que deveria ter suspeitado, mas na hora não pôde; devia ter compreendido que tudo ocorria de uma maneira agradável demais e sem esforço, como por obra de um encantamento. Mas ela então não pôde compreender: ou, se compreendeu, não pôde resistir ao influxo. Nisso está o secreto horror do maravilhoso: ele maravilha. Embriagaram-na, envolveram-na. Clara tentou resistir, até que por fim se abandonou ao que se apresentava a ela como felicidade. Em algum momento breve, mas profundo, foi tão feliz que esqueceu a prudência. Bastou isso para que o destino escapulisse."
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// Tuesday, January 6, 2009
Epifania
Quero reencarnar alguém grandiloqüente.
Quero poder bradar: talk to me, people whom I love!
E, se elas (as pessoas) fizessem um muxoxo preguiçoso, e enrolarem o fio do telefone com o dedo ao ouvir esse grito (mezzo-súplica, mezzo-ordem, mezzo-comédia), eu chegaria na janela delas e cantaria Elvis.
Queria risadas debaixo de chuva, camará.
Oh, sim! Eu queria adivinhas e predições, também, mas a ausência disso não me parece tão sofrível.
Sabe deus que o coração tem oito polvos e que os polvos têm oito corações, e eu preciso de todos pulsando.
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// Friday, December 26, 2008
Ao fim e ao cabo
estou com saudades do IFCS
estou com saudades de algumas pessoas / situações a ponto de me enternecer diante de bermudas, vejam só
aliás, eu diria: diante de bermudas, e de pelúcias de pingüins
o Ethan Hunt continua mais que pegável, mas o assistente dele em Missão Impossível 3, ESSE SIM, ôôô lá em casa
Nem sei o que quero em 2009, eu queria romance e romanesco, serve? (Ainda não aprendi a lidar com o fato de as coisas não serem eternamente alegres como gatinhos. Eu preciso de mais chuvas de verão no cocoruto.)
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// Thursday, December 25, 2008
Tant crie-t-on Noël qu
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// Friday, December 12, 2008
nada de novo sob o sol
I gave myself to sin
I gave myself to providence
And I went there and back again
The state I am in
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// Tuesday, December 2, 2008
Caralho
FÉRIAS
DESESPERO
MÚSICAS QUE EU NÃO LEMBRO O NOME
SURTO
LETRAS EMBARALHADAS
PEGAEL
basicamente, é isso.
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// Sunday, November 30, 2008
A manteiga e o dinheiro da manteiga
Na próxima encarnação, por favor, deus, quero vir como pedra, tá?
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// Sunday, November 23, 2008
A jovem epistemologia em 2008
AXIOMA ÚNICO
Os axiomas serão enunciados a posteriori
PRINCÍPIOS
Dependem de toda e qualquer circunstância
APLICAÇÃO
Talvez aconteça
CONDIÇÃO HUMANA
Não pertencemos nem a nós mesmos
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// Thursday, November 20, 2008
O ano do palpite azedo
(De azedo, nem só o palpite, claro.)
Acho mesmo que acertei na mosca: acho que é o não-dito que fica não-dito pra não estilhaçar o equilíbrio e esse equilíbrio é mera espera e por mim quebrava mesmo.
(Tinha mais coisa. Tem mais coisa. Ô, como tem coisa. Eu espero que o dia 8/12 traga consigo um portal revelador & deslumbrante)
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// Saturday, November 15, 2008
Manifesto do sábado à noite
Como vocês bem sabem, cientista social não tem senso de humor, né? (E não tem mesmo) De quebra, como ando num momento muito Tom Jobim isso ainda acaba exacerbadinho.
Cara, se tem uma coisa que me irrita no mundo é mulher (que se faz de) sonsa. Eu tou bem colocada pra saber, tá? "Cecília" é o maior nome de sonsa do mundo. Cecilinhas são manés a vera. Vide Ceci do Peri. Pô. Ela termina flutuando numa palmeira.
Incrível a capacidade de algumas energúmenas de ficar sempre com os olhos marejados e frisando o quanto são frágeis e perdidas no mundo e desamparadas, blablablá whiskas sachê.
Sei lá, gente, que manipulador isso. O pior é que aparentemente dá certo! Só eu acho insuportável conviver com geiseres de lágimas?
Então, homenzinhos meus, sejam perspicazes (eu confio neste lado de vocês), percebam nas suas colegas durona tantas fragilidades sem tantos mimimis.
Tá, isso foi praticamente digno de juventude anos 90 ao som de Alanis. É mais simples: as minhas xerox já tão tão impregnadas de tudo que expurguei que o meu intuito é virar o Faulkner e cuspir nos guardanapos. Por aí.
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// Tuesday, November 11, 2008
dois perdidos numa noite suja (tom jobim sintetiza)
NOT
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// Saturday, November 8, 2008
Síntese
Não quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi e tudo que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar, eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa
Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado prá nós que somos jovens
Para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço, o seu lábio e a sua voz
Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantada com uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração
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// Friday, November 7, 2008
Buddha!
Hoje me escapuliram haicais o/
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// Tuesday, November 4, 2008
Ia chamar de um jeito, mas mudou no meio do caminho
Gabriel, esse post é pra você.
Mas eu tou caindo de sono e meio sem conseguir expressar toda a empatia, simpatia, e compartilhação de sentimentos.
Queria desenvolver esse lance do pertencimento. Mas enquanto esse fluxo todo não vem, fica o momento Lulu Santos ("vamos nos permitir"!).
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// Monday, November 3, 2008
Eu tinha achado O título, mas esqueci
Vamos encarar nossos demônios?
(Estou postergando esta luta desde 1998, mas agora os laços andam frouxos, é uma boa hora)
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// Saturday, November 1, 2008
Soluços
Daqui pra Columbandê era forte e íntegro como os catetos da hipotenusa, tinha que voar pra pegar as bolas altas, mas sempre dá-se um jeito, que susto, na medicina não é assim, fuck medicina, aqui, se eu mandar você parar de soluçar você pára.
Esse sim é imbatível, esse sim é insolúvel e mais realista que o rei. No fim é tudo briga de primo mal resolvido, SOME DA MINHA VIDA.
Não sei se era um azarão mas nunca fui apreendido, sou um diamante bruto, me contemple. Sou sincero e perimetral, não tenho santo, ninguém aclama a minha vinda, não faz mal. Não faz mal mas também não faz bem;
hic
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// Friday, October 31, 2008
Almôndegas psíquicas, parte II - a missão
Tantos discursos filosóficos envolvendo o "ser", e eu aqui me debatendo com o "vir-a-ser" (devenir, devenir).
Eu tinha esquecido o quão sofrido é isso. Do tipo sou-um-bezerro-gritando-mamãe.
E, pra piorar, não acho uma lixa de unha. (Sim, isto foi um comentário bastante fútil para tentar concluir de modo mais leve. Mesmo leve não sendo igual a denso. Melhor voltar para os mapas da pesquisa)
(Cara, eu introspectiva sou muito chata!)
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// Saturday, October 25, 2008
simbora no balanço, 2008.2
Um desespero: xerox.
Um medo: ficar acomodada.
Um terror: brigas.
Uma vontade (constante, constante): morar sozinha.
Uma aquisição (sofrida e mal-instalada): paciência.
Palavras, basicamente, que poderiam ter sido escritas por qualquer um. Quase um grito anônimo e gasto.
Na verdade, isso tudo é falta de estratégia. Todo mundo com mais de 14 anos sabe: a manha pra rodopiar por aí é enfiar tudo na mochila na sexta de manhã e não passar em casa. Passar em casa é o demônio, gente. Exu na vida da pessoa.
Já deu no saco. NÃO OBSTANTE, o meu humor não anda tão ruim assim. Conseguimos uma boa parcela de alegria e o resto é insegurança. Sigamos.
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// Friday, October 24, 2008
Eureca!
Está decidido!
Serei escritora para escrever (também) histórias alegres. Olhei minha pilha de leituras atuais e enjoei de todas; pós-modernismo, fragmentação, e ansiedade em geral já deram no saco.
Viva a palavra como prazer! o/
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// Monday, October 6, 2008
Do potencial a ser estimulado (não-gratuitamente)
Acho que não me arrependo. Mas que saiu pela culatra, saiu.
Duas vezes.
É.
Nisso aprendi (não sei dizer de modo explícito agora o que aprendi, pelo menos sem me sentir intimidada). Agora deixo pra quem quiser a hercúlea tarefa de reguiar bala perdida. :D
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// Monday, September 29, 2008
Here is to you, Mrs.
Juro pra você que até hoje, 5 da tarde, eu era absolutamente cética quanto a elo perdido ou qualquer coisa detentora de um saber imediato.
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// Thursday, September 11, 2008
Eles são todos tão mimados
- Você precisa é de um homem pra chamar de seu, mesmo que esse homem seja eu ;D
(Tô fora hahaha)
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// Sunday, September 7, 2008
Weberianismo brazuca (o desencantamento)
Já virei calçada maltratada
E na virada quase nada
Me restou a curtição
Já rodei o mundo quase mundo
No entanto num segundo
Esse livro veio a mão
Já senti saudade
Já fiz muita coisa errada
Já dormi na rua
Já pedi ajuda
Mas lendo atingi bom senso
Mas lendo atingi bom senso
A imunização racional
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// Saturday, September 6, 2008
adieu adieu adieu adieu adieu ("I'll never be hungry again")
Rapaz, que enjôo.
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// Wednesday, September 3, 2008
Adolescentoismo-Freud-explica (a emenda pior que o soneto)
Ser mãe = tampar a caneta destampada com uma tampa toda babada. (Não só a ação é desnecessária, como piora toda uma situação que nem ruim estava)
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// Tuesday, September 2, 2008
Absalom, absalom!
"Seria como passar pelo sorvete e talvez você soubesse que você até alcançaria a estante e o uísque, e ainda assim você soubesse que no dia seguinte você quereria o sorvete, e soubesse que queria o sorvete agora; talvez você ainda nem tivesse ido até a estante, talvez você olhasse para trás, para o champanhe em cima da mesa de jantar, em meios da louça suja e a toalha amassada, e de repente você soubesse que tampouco gostaria de voltar atrás. Não seria questão de escolher, de ter de escolher entre o champanhe o uísque e o sorvete, mas de que de repente [...] você descobre que você não quer nada além do sorvete e que você tem desejado bastante por algum tempo - além de saber que o sorvete está ali para ser pego."
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// Wednesday, August 27, 2008
A avalanche (o diamante bruto)
Se você é um magricela estranho, se você não ouviu nada do imprescindível que não é para ser ouvido, se você tem mais de 1,82m, se você dispensa suas musas por capricho, se você usa all-star preto, se você beija como um passarinho, se o seu passado é algo pastoso, se os seus pais ainda estão juntos, se o seu videogueime é empoeirado, se em todos esses anos você só acumulou zonzeiras e um bolo encostado num canto seu meio desconhecido (tipo o seu armário da despensa interno), se você se sangrou em tinta negra com canetas bic, se o seu fluxo interno é um Letes e você hesita, se você não come na rua, se em casa você come pior ainda, se você é esse acúmulo de modo extremamente aproximativo,
então você já sabe.
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// Monday, August 25, 2008
Da condição pós-moderna
Acho que vou começar a apagar os meus scraps hahaha
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// Sunday, August 24, 2008
This is not kansas anymore (this is times new roman)
Vou alegar distância como álibi e enviar meus despedaços para que aconteça um milagre.
Exatamente aquele milagre que eu sei e você sabe e que eu sei que você sabe e você sabe que eu sei e que por isso mesmo, por isso mesmo, acontece de olhos fechados.
Se você por acaso pertencer a um segmento cujos olhos não fecham, há uma alternativa, confira no manual de instruções (em technicolor). Para mais considerações, disque M.
Olha! Foi tudo escrito às 4:44. Eis aí uma parte do milagre (não imortal, posto que é chama, mas infinito, etc.)
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// Thursday, August 21, 2008
Segura o bonde, Berenice!
Já faz tempo que eu devia ter tomado vergonha na cara e:
a) mudado de lay
b) adicionado n links
c) ter escrito algo levemente mais pensado do que bribas aflitas
d) blablablá whiskas sachê
em suma, agido.
Mas é incrível como na iminência da ação a coisa parece ter um peso imenso. Assim como na iminência da faxina a vassoura encostada parece de chumbo. Depois de pega não, ela se revela bailarinamente leve (eu que pareço de madeira de tão dura varrendo).
Mas esse momento meio novelinha é tenso, gente. Ler esse monte de texto de gente chata que faz de propósito de escrever chata é tenso. Dormir meia-noite e acordar às cinco, tendo tido sonhos surreais dos quais lembro meia-vírgula deturpada em dois-pontos quase-imediatamente ao despertar, é tenso.
Assim é que de dia eu acho que ando bem (ou ando me enganando bem). À noite é melhor entrar no estado de desconexão do mundo que tem acontecido.
Etc., e tal. Sendo assim, banal, lugar-comum, e desinteressante.
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// Wednesday, August 20, 2008
Rendição
A nossa vergonha é, debaixo de nossas roupas, estarmos nus.
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// Sunday, August 17, 2008
Absalom, Absalom!
Então enquanto todos decidiam o que fazer e se emaranhavam nas conjecturas, o tempo continuou fiel a si mesmo (embora esse não fosse seu projeto, nem seu manifesto, mas sua ação, ou mais especificamente a impressão dessa ação ressentida por todos - por mais que um não confienciasse ao outro qual era essa sua impressão), até a chegada da carta que proclamava: "já esperamos o que achamos que devíamos esperar".
Era o fim do andar preguiçoso, cujo arrastar traía uma teimosia.
- Façamos assim, sorriu Fernanda. Seus dentes reluziam e competiam com o reflexo dos óculos escuros. Assim:
E o assim ecoou e se derreteu no meio do caminho.
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// Thursday, July 31, 2008
O fim do inferno astral
"I felt free, and therefore I was free"
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