Essa coisa de dois mil e cinco tá acabando, não tá?
Senhoras e senhores, nós temos sol. Temos calor. Temos lindas tardes de céu azul gerando uma certa estranheza, afinal, é Joinville. Temos pessoas cor-de-rosa com manchas brancas de bíquini-maiô-blusinha-bermuda-regata e afins, anunciando seus primeiros finais de semana na praia. Não temos laje, mas descaradamente tomamos sol na sacada do apartamento - não deu pra resistir!
Não é verão, mas é verão.
Também há árvores natalinas com luzes e bolas vermelhas e pacotes ao redor. Bolachinhas de melado em forma de pinheiros, estrelas, pés-de-meia, com glacê e confeitos. Há bons velhinhos barbudos em alguns shoppings e lojas com crianças suadas e pentelhas no colo, distribuindo balinhas e ho-ho-hos, e em outros lugares há uma expectativa forjada em razão da chegada de mais um exemplar de Noel. E há as propagandas na televisão - adoro a d’O Boticário!
Não é Natal, mas é Natal.
Em uma esfera menor - uau! - eu tenho meus planos de férias e meu chefe tentando frustrá-las, tenho minhas listas intermináveis de o que comprar pra quem e por quê, tenho minhas contas e adivinhações acerca do montante da segunda parcela do décimo terceiro, tenho minhas dúvidas sobre quando finalmente começa recesso de Natal do serviço público municipal e por aí a fora. Só não tenho ainda aqueles planos e idéias de que em dois mil e seis vai ser assim e assado, vou fazer isso e aquilo – coisas que a gente sempre esquece antes de cinco de janeiro, sabe?
Mas enfim, é final de ano e pronto.
E antes que eu comece com grande reflexões furadas a respeito, vá ler a edição de aniversário do Zine Vanilli ou continue aqui com o que eu tenho a dizer sobre os últimos dias...
A sexta começou com Belchior cantando e eu em casa, sem ingresso. Continuou com qualquer coisa que passa longe da minha idéia de diversão (o que a gente não faz pelas amigas! hehe) e confesso que eu já estava perdendo as esperanças. Foi quando Cinthia e eu finalmente tomamos o rumo da Harmonia Lyra. A diversão começou com Os Brittos (bons esses garotos!) e depois Reino Fungi em um dos melhores shows que já presenciei! Estava simplesmente uma delícia! Fim de show, cervejas, risadas, conversas, etc etc indo e vindo, de um lugar para o outro e para o outro, um pequeno e seleto grupo amanheceu em casa de Vivi e Rômulo e eu voltei pra minha casa quando boa parte dos mortais caminhava pro trabalho ou já estava lá. Bom, muito bom!
Depois de dormir até às cinco da tarde e passar um domingo meio atordoada com o sono bagunçado, esta semana começou com a sensação de dever cumprido – achei em algum lugar entre os acordes dos Fungos a vontade de me divertir que eu tinha perdido esses dias.
Blá. talvez nem todos os textos precisem de títulos
Ah, sim, o blog! Não que eu tenha esquecido mas... nem sei.
Se foram os últimos dias oficiais de pés pra cima do ano. Em casa de Clarice, Luluzinhas + Matheus, Vitor, Guinho, conversas, risadas e boa comida. No meu lar-doce-lar, me entretive com programas domésticos. Por aí, pra manter o bom-humor, me entupi de sorvete e tomei muito sol na cara.
E dum lado e de frente e do outro lado...
E no mais os dias seguem.
Há diversão, sim, há um bocado. Amanhã Reino Fungi toca na boatinha da Harmonia Lira, show pra ficar pra posteridade, gravação de DVD e coisa e tal. Magaivers de Curitiba toca no Matches, onde Os Depira e RoberSouTheValsa (ou sabe lá Deus como se escreve o nome dessa banda) tocam no sábado, quando você também pode ir ao Curupira se preferir, ver um bocado de bandas da região - meus queridos da Bondage, inclusive.
Taí. É só escolher.
O que parece faltar é paixão, sacumé? Aquela velha vontade descontrolada de sair por aí, ouvir um róque, tomar umas geladas, dançar pra chuchu, me divertir, me divertir, me divertir até não poder mais.
Vou ver se encontro ela de novo amanhã, devo ter deixado em algum lugar.
No dos outros é refresco - não é o que dizem? ou: males súbitos e chateações, mas você não errou de blog
Quando eu era criança, tinha adoração pelas Zero Horas de domingo, só pra poder dar risada com as tirinhas do Sofrenildo (de quem não se consegue uma imagem decente nem em Deus.com, isso aqui é o melhor que deu pra arrumar). Nem entendia direito as piadas porque era pequena e só "semi-alfabetizada", mas - há há há - eram tão legais as historinhas do camarada que sempre tentava, tentava, fazia e acontecia e se dava mal no fim das contas.
Hoje não estou achando a menor graça.
Porque sim! meus planos para os próximos dias já eram. Cá estou, enferma até o limite, acometida por uma gripe da franga que está me deixando em frangalhos (entendeu? da franga, frangalhos... muito boa! há há há de novo!) e por uma dor-de-cotovelo que está me tirando o sono. Não sei qual das duas enfermidades é mais grave, mas a verdade é que eu só estou aqui trabalhando hoje por falta de opção, queria mesmo era cama-chá-superhist.
Paciência.
Como? Alguém aí disse "lá vai ela de novo se entupir de DVDs"? Isso em dias de Festa de Moda em Jaraguá e POW em Curitiba?
É, provavelmente.
Então estimem as minhas melhoras, pelamordedeus. Bebam umas cervejas, dancem um róque por mim, e divirtam-se todos.
Às seis e vinte da manhã de hoje o relógio despertou, como de costume. Ainda adormecida, arrumei pra que ele despertasse outra vez em dez minutos, como de costume. Novo A hard day's night fajuto tocando, acordei de verdade (?), me arrumei pro trabalho e saí.
Acordo, procuro o celular no meio dos travesseiros, dez pras sete - droga! Sonhei que saía da cama direitinho e acabei perdendo a hora. Singelos trinta minutos de atraso.
Me arrumei com pressa e consegui reduzir o atraso pra pouco mais de quinze minutos. Ao sair do prédio onde moro, me deparei com um lugar diferente daquele que vejo todas as manhãs: um lugar com movimento. Tinha gente de verdade pelas calçadas e não deu pra atravessar a rua sem prestar atenção no sinal - normalmente, quando atravesso uma das ruas mais movimentadas da cidade para ir ao trabalho não há nenhum carro, nem bicicleta, nem cachorro, nem nada com que eu tenha que me preocupar.
Fiquei pensando sobre isso como se fosse algo assim de enorme importância, um quarto de hora é a diferença entre uma cidade quase às moscas, e uma cidade funcionando, produzindo, movimentando-se.
E eu - logo eu, uma das menos matutinamente ativas habitantes da Cidade dos Príncipes - acordo antes que Joinville.
E agora você diz "tá, e daí?".
Daí nada, daí que eu só fiquei pensando sobre isso nos meus primeiros minutos hoje. Nada mais.
E se você tem um gato, sabe que vestir uma meia-calça (com os dedos mexendo e as unhas vermelhas gritando por atenção) pode ser um momento de grande emoção e expectativa!
E quase setenta minutos em pé no correio, esperando pra deixar uma carta simples de cinqüenta e cinco centavos, só se justificam por uma coisa (e não é aquele moço lindo-lindo que trabalha na agência do centro): amor, senhoras e senhores. Não se emocionem, me batam.
ó, céus, o que há comigo?
Hum... está pensando que esse post não faz o menor sentido, não é mesmo? Isso não tem importância. É só um amontoado de devaneios despretensiosos. E também tem o layout novo, percebeu?
Pensar no que escrever aqui está tão, tão difícil. Depois de tantos dias em casa dormindo até a hora do Bob Esponja, isso de pular da cama às seis e tantos e estar no trabalho às sete me parece estranho e acaba atrasando todo o meu funcionamento.
É, pois é. Hoje é terça e é terça, não tem conversa. Dia de labuta, mesmo que essa mocinha aqui não tenha engrenado ainda.
E a diversão de sexta?
Sim, sexta foi bem bacana, mesmo com o medo despertado pelos escritos na porta do banheiro - é no pagode, só no pagode - entregando o passado do lugar onde estávamos. Lopez e Os Depira em ótimas apresentações (e vamos ver quem vai falar visceral primeiro?), os queridos que foram prestigiar o róque estavam empolgadíssimos, com direito a "trenzinhos" e "ôlas", eu pude conversar bastante com Renata-do-meu-coração que há tempos eu não via e blá blá blá.
Nos dias que seguiram, a preguiça tomou conta. Ocupei-me com (in)atividades do lar e pronto. Não levantei o popô do sofá nem pra ver o selecionado Reino Fungi + Os Brittos + Lopez jogar e vencer a Pelada É Rock no domingo.
Cecília, a senhora idosa, só ficando em casa, quase mofando. Lastimável. Nossa! Definitivamente lastimável.
cecília. 24 anos. joinville, sc. funcionária pública. dando um tempo na facul outra vez. róquenrou. amigos. cerveja. róquenrou com bons amigos e muita cerveja. afagar cabelos. e livros. e (muitos) filmes. coisas estranhas. pessoas estranhas. tattoos. as minhas tattoos. meias coloridas. blogs e afins. e chá verde.
diarinho cada vez mais escancarado. que vai da poesia à (como diria vovó) bagaceirice num instante. coisas minhas, boas, ruins, interessantes ou não. aqui, pra ler, gostar, desgostar, relambrar, esquecer em dois minutos... ou o que quiser, fique à vontade.
a verdade é que eu nem tinha muito o que fazer então fiquei procurando imagens bacanas pela net. essa é do corbis. então lembrei das minhas bobagens de fotos com espelhos e pronto. deu nisso :) melhor visualizado em 1024x768.