Voltando... ou: abençoada semana que começa na sexta
Depois de ter acrescentado mais um sábado no meu mega-final de semana, cá estou numa segunda que é sexta - isso não é ótimo? - de volta ao trabalho e à vidinha virtual e blá blá blá.
Confraternizar com os amiguinhos nos dias de folga não foi uma coisa tão fácil e agradável quanto gostaria. Minha culpa, minha máxima culpa. Então o feriado foi mais ou menos assim, pela ordem:
Impossível evitar, fiquei um bom tempo pensando sobre essas relações assim, à trois.
Nem todos os triângulos são amorosos, se formos olhar bem.
Mas quando são, nem sempre têm um vértice cretino, um sem-vergonha e outro traído. Pode haver um apenas que não valha nada e outros dois que choram. Pode haver um vértice confuso, ou dois embriagados e embolados em lençóis. Pode haver um vértice sofrendo - por ser trocado por outro, por ter que trocar um pelo outro, por ter que escolher entre os outros dois. Ou três vértices acomodados. Ou os três bastante excitados. Pode haver um vértice amado, outros dois que amam, mas um que cala. Pode haver o vértice que ama um, que ama o outro, que não ama ninguém. - ou que "casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história", vai saber...
Vértices se combinam das mais variadas maneiras, nem dá pra contar.
Então volto há um ano atrás, mesa de boteco, cervejas, dois amigos e eu - triangular concidência!
O primeiro dizia estar em uma situação difícil com duas garotas - melhores amigas. Apaixonado por uma, ficava com a outra, que lhe dava bola. Não era agradável e ele não sabia o que fazer, pois não queria magoar a garota com que estava, nem continuar com ela sem gostar. O segundo respondeu com um "sei exatamente o que é isso", fazendo referência ao seu próprio trio, talvez nos mesmos moldes, mas de estímulos bem carnais do que sentimentais.
Parei. Se os moldes realmente fossem os mesmos, o lado menor era o meu.
Nem tudo na vida são equiláteros.
Paciência.
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É. E feriado pra mim. Hoje é sexta depois é sábado, sábado de novo, outro sábado, sábado mais uma vez e por fim, domingo. Comemorações do Dia do Funcionário Público, obrigada.
E domingo é aniversário da Cinthia. Querida. Que eu gosto pra chuchu - e com quem já formei triângulos dos mais variados tamanhos, modelos e funções, não é mesmo?
Felicidades pra ela, pr'aqueles olhos azuis e aquelas bochechinhas cor-de-rosa. E rock e cerveja, que ninguém é de ferro! ;)
Cena I: Quarta-feira, três e pouco da tarde. Cecília vê aquele cara. Aquele, sabe? Que poderia estar entre seus amigos mas não está. Aquele que tem o carro vermelho com aquela placa bastante sugestiva. Lá está ele, parado na calçada, com uma calça listadinha, sua camiseta e suas costeletas. Lindo.
Ela o observa. Está apenas olhando pra frente, não é mesmo? Fazer o que se ele está na frente. E se aproxima e o observa, observa, observa e...
- Opa, desculpa!
Ela esbarra na namorada do cara, que atravessou a rua e andava na direção dele com uma cara de quem não queria aceitar apologias. Depois, sorrisinho amarelo, sai rápido dali pra não arrumar nenhuma confusão.
Cena II: Ainda quarta, mas à noite. Cecília volta da locadora toda contente - pegou dois filmes que quer ver há um tempão. Caminha pra casa, vai ali pro setemeiaum daquela rua do centro, quinto andar.
Entra no prédio, tira um dos filmes da sacola e começa a ler o que diz na caixinha. Pega o elevador sem prestar muita atenção (sem prestar nenhuma antenção, na verdade) e abre a porta quando chega em seu andar sem ao menos olhar para o que faz. Ainda está presa aos escritos e fotos atrás do DVD.
"Hum... a vizinha mudou o tapete", ela pensa.
Põe a chave na fechadura. Estranho, não entra. Acha que o irmão está em casa, deve ter uma chave por dentro. Encosta ridiculamente o ouvido na porta, mas não vem nenhum barulho lá de dentro. Tenta outra vez com a chave e nada.
Então ela levanta os olhos bem vagarosamente - não, não é possível - e lá está o número, na porta do apartamento, rindo dela, pode apostar: quarenta e três.
Sobe correndo pro outro andar, um misto de vergonha e incredulidade. Como é que não percebeu antes?
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Alguém pode me dizer, por favor, onde eu ando com a cabeça?
Cá estou, bonita, enxuta e saudável como um pinto molhado com gripe do frango, depois de caminhar uns dez minutos na chuva até o trabalho (se alguém encontrar meu guarda-chuva por aí, peça a ele para, por favor, voltar pra casa).
A recepção foi feita por um rato quase maior do que eu, cruzando despreocupadamente meu caminho e causando um grito, um pulinho bizarro, um pé sem equilíbrio tocando o piso escorregadio e finalmente uma mocinha espatifada no chão.
Ridículo, ã? Cecília cada vez mais decadente.
(e obrigada Senhor, porque ninguém mais vem trabalhar às sete pra me ver nessa situação estúpida)
O final de semana?
Caseiro e mamando, por assim dizer. Mamãe nos deu o prazer de uma visitinha.
Estranho, sabe? Às vezes me sinto bem pouco à vontade quando ela está. É como se rolasse uma intimidade forçada e isso me incomoda tremendamente. Me irrito com pequenas coisas, com as menores coisas. E acabo me culpando por não termos mais a mesma relação que tínhamos antes de todo o tempo e toda a distância. Mas a culpa não é minha, nem dela. É dessas coisas da vida que simplesmente acontecem...
Mas deixa isso pra lá.
Ainda assim é bom conversar com ela, tomar café mesmo com o calor cretino que faz, dar risadas e saber das fofocas da família, hehe.
Mamãe e eu meio vesga, "comprando compras"
Irmãozinho e mamãe, também durante as comprinhas
E assisti Antes que termine o dia e chorei feito criança pequena. Na verdade, todos na sala tentaram, sem sucesso, esconder as lágrimas. E agora - agora não, desde ontem depois do filme - não consigo parar de cantarolar, assim, num jeito Cinthia de cantar só pouco mais de meia dúzia de palavras repetidas (infinitas) vezes, "antes que o dia termine eu quero lhe dizer..." Ai, ai.
Mas, minhas bobagens, espirros e provável mancha roxa na bunda à parte, tenhamos todos uma boa semana.
cecília. 24 anos. de santa maria - rs para joinville - sc. funcionária pública. dando um tempo na facul outra vez. róquenrou. amigos. cerveja. róquenrou com bons amigos e muita cerveja. afagar cabelos. e livros. e filmes. coisas estranhas. pessoas estranhas. tattoos. as minhas tattoos. meias coloridas. blogs e afins. e chá verde.
diarinho cada vez mais escancarado. que vai da poesia à (como diria vovó) bagaceirice num instante. coisas minhas, boas, ruins, interessantes ou não. aqui, pra ler, gostar, desgostar, relambrar, esquecer em dois minutos... ou que quiser, fique à vontade.
a verdade é que eu nem tinha muito o que fazer então fiquei procurando imagens bacanas pela net. essa é do corbis. então lembrei das minhas brincadeiras de fotos com espelhos e pronto. deu nisso :) melhor visualizado em 1024x768.