Quinta, 30 de março
Curtíssimas:
* Minha tatuagem nova vai muito bem, obrigada. Aqui você pode ver como ficou.
* Não agüento mais ouvir falar do astro-ou-cosmonauta.
* Já comentei que dia 07/04 teremos aqui a segunda Noite do Chá Dançante? Muito bom!!
* Pode me apedrejar pelo fato de ser um enlatado norte-americano, mas eu não resisti: reservei a primeira temporada de Lost na locadora.
* Cecília, pelamordedeus! Não Letícia, nem Priscila e muito menos Hercília!
* Ainda não fui tomar aquele café. Que mancada...
* Ontem eu descobri que tenho dez cachecóis. Parecia mais. Isso significa que posso ter um ataque de fúria comprista a qualquer momento!
Cecília, às 09:10 -
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Terça, 28 de março
Então me disse Senhorita Trierweiler:
"Hoje é terça. E terça é, definitivamente, zilhões de vezes melhor que segunda."
Eu disse a ela que poucas coisas não são melhores que segunda - ponto pra hoje!
E que além de não ser segunda, eu (oh, céus!) uso mangas compridas!
Logo uma pequenina listas de outros prós que serão acumulados ao longo deste dia vinteoito me veio à cabeça. Acompanhe:
* Tenho em casa todos os episódios de Anos Rebeldes pra assistir.
* Terei uma noite sossegada sem precisar tomar conta de minha irmã de seis anos com a energia de uma turma inteira de jardim de infância (coisa que fiz ontem).
* Posso deitar à tarde embolada no edredon rosa-Barbie-com-estrelas e terminar de ler Olga, quem sabe depois Laranja Mecânica.
* Às cinco tenho uma sessão de agulhadas e tinta!
* Depois posso dar uma parada para café e muito creme e uma pastilha de chocolate com menta.
Hum... modo sorriso-de-pequenas-coisas ligado.
Cecília, às 09:00 -
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Segunda, 27 de março
Eis o resultado de 01 domingo à tarde + 03 moçoilas + 01 peruca + n cervejas:
Cecília, às 12:15 -
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Quinta, 23 de março
Festival Vintecinco – parte II
Sigo me programando ($$) para três finais de semana festejando mais uma primavera – porque eu mereço! Enquanto eles não chegam, vinte e cinco lembranças dos meus quase vinte e cinco anos, sem nenhuma ordem cronológica ou de importância.
- O dia em que meu irmão nasceu. Mais precisamente mamãe e papai indo pro hospital e eu ganhando uma Barbie pra não ficar com ciúmes do bebê. Do meu irmão mesmo, eu não lembro muita coisa.
- A primeira noite morando sozinha.
- Há pouco mais de um ano atrás, quando eu e meu irmão nos mudamos pro 53 do setemeiaum daquela rua ali no centro.
- Quando me despedi de mamãe antes dela ir embora pro Caribe.
- Quando reencontrei mamãe, quase dez anos depois.
- A primeira transa. Foi bizarro, mas pra uma primeira vez até que valeu.
- As longas noites de róque e cerveja no (finado) Cais 90.
- O dia em que contei pro meu pai sobre as minhas tatuagens e a cena patética que ele ("ligeiramente" embriagado) fez.
- Minha vó e eu brincando com as minhas bonecas de pano do Sítio do Pica-Pau Amarelo, no chão do meu quarto.
- Quando soube que meus pais iriam se divorciar. Já uma grande exagerada com dez anos, achei que era o fim do mundo.
- O dia em que tomei posse na Câmara – e como deixei as outras meninas desesperadas porque me atrasei e elas não poderiam ocupar seus cargos antes de mim, já que eu havia passado em segundo lugar no concurso.
- O "freak show" de suspensões, pulling and trucking e outras coisas com sangue, do Rob e eticétera, quando fui à Convenção de Tattoo em São Paulo.
- As manhãs de acordar mais cedo pra ver Bob Esponja com a Nice. E as tardes de risadas descontroladas, e as noites de conversas intermináveis.
- O acidente aos seis anos. Entenda-se: o dia em que eu desci correndo o morro que dava pro pátio do meu prédio, não consegui parar quando cheguei no muro de contenção e me esborrachei exatamente em cima do registro de água do condomínio todo. Hematomas mil, um jato d’água de baixo pra cima, e um puta susto – pode achar idiota, mas que foi inesquecível, isso foi! Hehehe
- Quando tive que pedir penico pro meu pai e voltar pra casa dele, falida, depois de mais de um ano morando sozinha e torrando dinheiro com festinhas não aconselháveis para menores (tudo bem que eu só agüentei duas semanas de novo na casa da família, mas foi um retorno).
- O dia em que eu fugi (mesmo) da escola e perdi um ano já tendo média pra passar em quase todas as matérias.
- Quando tinha uns oito anos e pegou fogo num apartamento do prédio em que eu morava, e eu chorava feito louca não pelo incêndio, mas por estar de camiseta e calcinha no meio da calçada.
- As noites de dormir amontoados e com frio, com mais gente do que lugar pra deitar, depois de incontáveis cervejas, quando visitávamos os Fungos no seu "retiro no sítio".
- A primeira (e única) vez em que fui pedida em casamento. E não aceitei.
- Na minha adolescência, quando fui passar as férias em casa de mamãe, papai achou meu diário e leu – e a surra que eu apanhei na volta, por escrever que não gostava da mulher dele.
- O dia em que a família soube que papai e sua senhora iriam adotar a Talitinha. Na verdade, o dia em que se tornou oficial, porque saber todo mundo já sabia.
- Quando eu sentei na bandeja de brigadeiros da minha própria festa de aniversário, eu deveria ter uns quatro anos.
- As quartas sagradas de bar de antigamente.
- Quando eu cantei "eu puxei o bonde, zona norte, zona sul" pra ganhar uma camiseta da Adidas, aos doze anos (porra!! essa eu não precisava lembrar).
- Quando voltei a falar com a minha irmã, depois de meses sem trocarmos uma palavra sequer – pena que ela já estava morando no Rio Grande do Sul quando isso aconteceu.
Cecília, às 12:40 -
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Quarta, 22 de março
Alô. Tudo bem? U-hum. Tá ocupada? Não. Posso passar aí? Mas hoje é terça! E daí? Daí nada. Posso ou não posso? Vem.
(vem logo)
Pra desconversar...
Quanto menos cabelo, mais eu gosto!
Cecília, às 08:00 -
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